terça-feira, 3 de junho de 2008

Em nova fase (será?)

Após receber uma nota considerável por este blog, acreditamos que ele deve continuar.
Sim, existia a remota idéia de abandoná-lo apóso fim do semestre, mas no fim das contas isso acabou não passando pela cabeça de ninguém.

Essa semana estamos em prova (imagine só : TPM+prova !! Isso até daria uma equação aos modos do Paulo), portanto acho que nem todo mundo vai postar, mas não por falta de assunto (espero)!!

Acredito que continuaremos com o mesmo esquema de postagem, mas se alguma mudança acontecer, vocês, nossos queridos leitores serão avisados.

Well, well...

Hoje eu estava pensando sobre os conteúdos destinados as mulheres e sobre a origem deste blog.

Inicialmente pensamos que falar do universo feminino seria normal, mas com o tempo acabei percebendo que cada uma das pessoas desse blog tem um jeito de escrever e beeem diferente das outras, sem contar o Paulo, que está aqui para aporrinhar nossa vida (sem maldades...)

Eu nunca quis que isso se parecesse com um blog de "menininha", e isso eu posso dizer que ele não foi. Falamos de maquiagem, dieta, etc, mas de uma forma diferente. Mostramos o que a gente não gosta e não apenas um reflexo do que é feito por ai.

Sei que acaberemos todas adorando as revistas femininas, aquelas que ensinam como se vestir bem, como emagrecer 23 quilos em dois dias e como conquistar aquele cara perfeito sendo você mesma e blábláblá, mas por enquanto eu tento fazer alguma coisa mais, como poderia dizer, "autoral"....

Espero que o futuro desse blog não seja fazer a cobertura de uma inauguração de loja, tipo Victor Hugo ou sei lá o que. Espero que possamos continuar a desabafar semanalmente, mostrando que por trás de todo esse rímel e de todo esse blush existe um ser que sabe pensar!!

Boa semana e até segunda...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Madame Butterfly


Último dia de trabalho, saudade, tristeza e ansiedade se misturaram naquela terça-feira; para encerrar esta fase, me permiti um contato mais próximo com a arte, e que arte! Fui assistir a Orquestra Sinfônica da USP na Sala São Paulo; mas como toda paulistana, pra chegar até o "Olimpo", com a ajuda dos colegas nas rádios, que cobrem o trânsito, enfrentei o tráfego, as buzinas e a pressa alheia.
Nada disso tirava de mim a vontade de terminar bem aquele dia, que parecia ser o primeiro de "um novo tempo"...ao descer do carro no estacionamento me deparei com a lua, digna de um beijo, de uma foto, de um olhar admirado....passei pelo segurança às pressas, entreguei meus ingressos e aguardei o toque que sinalizasse o término do primeiro ato, para que eu pudesse entrar e assistir o espetáculo. Especialmente montado em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa, o concerto contou a história de um amor proibido, a história de uma gueixa - Cio-Cio-San, conhecida como Madame Buttefly, que se apaixona por um tenente da marinha americana em Nagasaki.
Belíssima a apresentação de todos os solistas, mas admirou-me especialmente Cláudia Riccitelli - interpréte de Madame Butterfly- uma voz doce que se misturava aos violinos, flautas, clarinetes e percussão. Sua voz me comoveu, transmitiu a dor do amor proibido, do abandono e da morte.....
E que difícil a dor do abandono não? madame Butterfly, a gueixa submissa e obediente, abandonou a si, seus sonhos, sua cultura e família e se pos a esperar seu homem americano, se pos a sonhar com o inatingível... Enquanto Madame Butterfly fincava em seu peito a adágua, acabando com sua dor e seu sofrimento, fiquei pensando nas mulheres de hoje, em nós que amamos, sofremos e nos desmanchamos em lágrimas pelos nossos homens.
Percebi que as histórias não mudam, que nós, mulheres ao longo da história das culturas, amamos intensamente os homens, nos entregamos de corpo e mente. O que nos diferencia das gueixas é a possibilidade da escolha, a independência, a possibilidade de viver por si, de sonhar o próprio sonho.
Dentro da minha liberdade, vou continuar a observar a lua, a enfrentar o trânsito e a amar intensamente, se as lágrimas teimarem a correr em meu rosto, que elas sejam fruto de um amor bem vivido.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fairytopia

Linda, loira, magra, aparentemente alta e namora o cara mais perfeito.
Sim, foi com essa descrição de mulher perfeita que eu cresci, na verdade, foi essa a descrição de boneca perfeita.

Barbie....o sonho de consumo de qualquer menina (ou da maior parte) .

Eu odiava outras bonecas...nenhuma era tão bonita, nem tinha as roupas mais fashions do que ela.
E ela namorava o Ken, aquele boneco bonito, loiro, forte e com o cabelo mais charmoso dentre os outros bonecos...

O meu padrão de beleza era ela. Até queria ser igual a minha mãe (todas queremos), mas isso é porque via ela todos os dias, pois no fundo sonhava em ser tão perfeita quanto uma Barbie.

E com essa maldita idéia eu cresci!
Cresci e fiquei neurótica, pois meu cabelo não era loiro, meu corpo não era nem de longe tão magro e eu nem arrumava uns caras tão gatos para ficar.

Daí eu fiquei mais velha e esqueci da Barbie.
Mas meu inconsciente não.

Ela sempre esteve lá, na base de todas as dietas, de todas as tinturas e até quando eu escolhia uma roupa.


O fato é que os padrões de beleza tomam conta da nossa vida desde crianças. Nós somos condicionadas a pensar que apenas um corpo perfeito é bonito, que só seremos aceitas na sociedade se formos.......perfeitas!!

Isso é horrível! A Barbie nunca teve espinhas, nunca teve TPM e nunca teve que fazer o impossível para chamar a atenção de nenhum cara.

Ela era linda apenas porque nós achavamos ela assim... Se eu preferisse a Susi (versão brasileira mal feita) meu padrão de beleza seria outro e talvez hoje eu não achasse as modelos magérrimas muito mais atraentes do que eu.

Eu espero criar minhas filhas (se é que um dia vou tê-las) em um mundo sem barbies e sem modelos tão magras.

Quem sabe assim tenhamos mulheres menos neuróticas num futuro distante...

sábado, 17 de maio de 2008

A mulher ideal.

A mulher ideal é como um carro. Mas não apenas isto. Quando se escolhe a garota com quem se "catracar", todo homem faz o mesmo processo que faz quando escolhe seu automóvel.

Normalmente, você não pode comprar o automóvel dos seus sonhos, automóveis costumam ser muito caros – mais um ponto em comum com as mulheres... -, por isso acabamos optando por uma alternativa palpável.

Para tal, temos alguns quesitos de avaliação.


- Verifique o Design.

Um design moderno sempre é interessante. Verifique os faróis dianteiros. Sempre é bom ver o porta-malas, às vezes a aparência externa engana e o espaço é menor do que aparenta ser. Lembre-se, por mais interessante que possa parecer, evite o modelo Perua!


- Verifique o ano.

Com o passar do tempo, o item se desvaloriza no mercado, é inevitável.


- Observe o estado de conservação da lataria.

Se já passou pela funilaria e pintura, por mais que o serviço possa ter sido bom, aponta para um histórico de problemas com o equipamento. Desconfie!


- É boa de curvas?

Lembre-se, as maiores emoções estão nas curvas, mas nem todas as curvas têm emoções. Verifique o sentido, para que não aconteça nenhum problema com excesso de peso.


- É macia?

De duro, já basta você. Pergunte ao Ronaldinho.


- Possui air bag duplo frontal de bom volume?

Item de fábrica indispensável. Pessoalmente, é dos meus brinquedos prediletos.


- É econômica?

Gastar é inevitável. Gastar além da conta é burrice. Sempre há um bom modelo com um custo mais baixo.


- Faz pouco barulho?

Lembre-se, elas falam 5x mais do que você consegue ouvir. E você não quer que o Kassab apreenda o seu carro por violar o Psiu...


- Esquenta rápido?

Nada pior que estar na febre de “dar uma volta” e ter que ficar esquentando o motor...


- Faça o test drive com quantas opções puder.

Nada melhor que testar para ter a confiança de ter feito a escolha certa.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O monstro de olhos verdes


Todos nós já sentimos, pelo menos alguma vez na vida, uma pontinha de ciúmes de alguém, isso é inevitável. Ciúmes do namorado, da amiga, do irmão(a). Todos sentimos ciúmes de alguém, por mais que não demonstremos ou não aceitemos, ele está lá, enchendo nossa cabeça.
Para alguns o ciúme é um sentimento de zelo, um sinal de amor, até mesmo um “tempero” para a relação; para outros é prova de baixa auto-estima, insegurança, é o veneno dos relacionamentos. Para Sócrates o ciúme se define como “a dor da alma”, e William Shakespeare o chamou de “monstro de olhos verdes” em sua obra “Otelo – O Mouro de Veneza”.
Existem tipos diferentes de ciúmes, o ciúme normal, que se baseia em fatos reais, e o patológico, quando já se torna doentio, a ponto de fazer a pessoa imaginar e criar situações, fuçar nas coisas do outro. Mas, como saber quando o ciúme se torna patológico? A partir do momento que o comportamento se torna obsessivo, por exemplo, se o seu namorado diz que vai pra um barzinho com os amigos e você já fica cheia de caraminhola na cabeça e liga pra ele a cada 5 minutos, só pra se certificar que ele está lá mesmo e, principalmente, escutar o barulho do ambiente tentando detectar alguma voz feminina. Ou então a simples menção de uma ex ser motivo para uma cena gigantesca onde a agressividade pode estar presente em palavras, ou até mesmo física.
Querendo ou não, todo ciumento vive em eterno sofrimento, haverá sempre algo o incomodando quando o parceiro estiver longe. Na minha opinião o ciúme é um sentimento que não há como evitar, por menor que seja, ele sempre vai estar nos acompanhando, seja por uma palavra dita para outro e não para você, seja por um presente maior pro outro, num cuidado a mais. Claro que alguns são mais ciumentos do que outros, mas, pra mim, todos nós, em muitos momentos, temos o desprazer de senti-lo. O importante é apenas saber lidar com ele.

“No banquete do amor, o ciúme é o saleiro, que ao querer verdadeiro empresta vivo sabor. Advirta-se, porém, ser erro temperar em demasia. O ciúme, por ser só sal um retrato, se posto demais no prato, não tempera, antes maltrata.”

Tirso de Molina

terça-feira, 13 de maio de 2008

A melhor parte

Minha mãe me disse que quando ela fazia plantões médicos tudo que ela fazia parecia em vão. Ela era nova naquilo e parecia que por mais que ela cuidasse do paciente, ele não melhorava. Ela dava todo o sangue para salvar o paciente e depois o deixava no quarto em repouso, esperando algum retorno que não parecia vir. Ela pensava: "Dei o melhor de mim, agora eu deixo o resto para Deus." Então, no dia seguinte, quando ela ia ver o estado do paciente, ele estava completamente salvo. "A parte que deixo para Deus é sempre a mais bem feita." -Ela pensava.

No dia das mães minha mãe me disse que na criação de suas três filhas foi exatamente assim que aconteceu. Ela fez tudo o que pôde para nós, nos ensinou tudo que sabemos, e que agora estava na hora de deixar o resto para Deus, porque seu papel estava mais ou menos completo.

Bem, minha mãe me ensinou a enxergar os outros. Ela me carregou no colo quando eu fiquei com sono e não consegui caminhar. Brincou de boneca comigo e me deixava ficar com a boneca mais bonita. Me ensinou a comer bem. Me ensinou a lidar com os garotos. Me ensinou o meu valor. Penteava meus cabelos antes de eu ir dormir. Preparava mingau pra mim quando eu pedia. Ela leu para mim, me deu o seu leite, me ensinou a ler poesia, me ensinou a ser sincera e me ensinou a me portar na mesa. Acho então que a minha criação nada tem a ver com seus plantões médicos, é impossível que Deus faça um trabalho melhor.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O poder da maquiagem

Maquiagem faz milagres, e isso é indicutível.
Ela esconde espinhas, olheiras e até mancha de sol.

Mas ainda tenho uma opinião meio avessa a isso...

Na semana de não-aula na faculdade me aconteceu uma coisa interessante e que só confirmou essa minha opinião sobre a make-up.
Fui modelo fotográfica para uma revista. Tudo bem que não é nenhuma revista famosa, mas eu me senti uma top do mundo da moda...e, modéstia à parte, até bem fotogência.

A pauta era o seguinte: mostrar uma transformação de antes e depois, ou seja, mostrar uma mulher "normal" e como ela fica maravilhosa após um banho de maquiagem e com um cabelo bem arrumado.

Quem me conhece sabe que eu sou até sem-graça nesse quesito maquiagem. Não gosto de todos esses pózinhos e brilhinhos que as meninas normalmente gostam. Até me simpatizo, mas não tenho idéia de como se usa tudo isso.

Indo contra a opinião das outras Garotas TPM deste blog, posso dizer que acho maquiagem dispensável. Porém, após os comentários de alguns amigos, eu confirmei que produção agrada o gosto de todos. Confirmei também que em dias tristes ou de tpm, ficar produzida é uma boa solução.

Ainda assim, acredito que se eu usar maquiagem sempre não serei eu mesma, serei uma Bianca bem arrumada, que irá se desmontar ao fim do dia. Prefiro deixar isso para um dia especial, porque isso me fará sentir especial, e as pessoas a minha volta vão perceber isso.
Agradeço à produção, mas não conseguiria me ver dessa forma todos os dias (acho melhor vocês clicarem noe link para entender do que eu estou falando).


Me perdoem a inspiração do texto,
mas esse fim-de-semana materno só me fez ficar mais ensimesmada.
Os posts dos meus amigos ficaram muito bons, mas eu encerro meus comentários
sobre o dia das mães com uma frase que sempre achei muito inteligente,

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria"