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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fairytopia

Linda, loira, magra, aparentemente alta e namora o cara mais perfeito.
Sim, foi com essa descrição de mulher perfeita que eu cresci, na verdade, foi essa a descrição de boneca perfeita.

Barbie....o sonho de consumo de qualquer menina (ou da maior parte) .

Eu odiava outras bonecas...nenhuma era tão bonita, nem tinha as roupas mais fashions do que ela.
E ela namorava o Ken, aquele boneco bonito, loiro, forte e com o cabelo mais charmoso dentre os outros bonecos...

O meu padrão de beleza era ela. Até queria ser igual a minha mãe (todas queremos), mas isso é porque via ela todos os dias, pois no fundo sonhava em ser tão perfeita quanto uma Barbie.

E com essa maldita idéia eu cresci!
Cresci e fiquei neurótica, pois meu cabelo não era loiro, meu corpo não era nem de longe tão magro e eu nem arrumava uns caras tão gatos para ficar.

Daí eu fiquei mais velha e esqueci da Barbie.
Mas meu inconsciente não.

Ela sempre esteve lá, na base de todas as dietas, de todas as tinturas e até quando eu escolhia uma roupa.


O fato é que os padrões de beleza tomam conta da nossa vida desde crianças. Nós somos condicionadas a pensar que apenas um corpo perfeito é bonito, que só seremos aceitas na sociedade se formos.......perfeitas!!

Isso é horrível! A Barbie nunca teve espinhas, nunca teve TPM e nunca teve que fazer o impossível para chamar a atenção de nenhum cara.

Ela era linda apenas porque nós achavamos ela assim... Se eu preferisse a Susi (versão brasileira mal feita) meu padrão de beleza seria outro e talvez hoje eu não achasse as modelos magérrimas muito mais atraentes do que eu.

Eu espero criar minhas filhas (se é que um dia vou tê-las) em um mundo sem barbies e sem modelos tão magras.

Quem sabe assim tenhamos mulheres menos neuróticas num futuro distante...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O poder da maquiagem

Maquiagem faz milagres, e isso é indicutível.
Ela esconde espinhas, olheiras e até mancha de sol.

Mas ainda tenho uma opinião meio avessa a isso...

Na semana de não-aula na faculdade me aconteceu uma coisa interessante e que só confirmou essa minha opinião sobre a make-up.
Fui modelo fotográfica para uma revista. Tudo bem que não é nenhuma revista famosa, mas eu me senti uma top do mundo da moda...e, modéstia à parte, até bem fotogência.

A pauta era o seguinte: mostrar uma transformação de antes e depois, ou seja, mostrar uma mulher "normal" e como ela fica maravilhosa após um banho de maquiagem e com um cabelo bem arrumado.

Quem me conhece sabe que eu sou até sem-graça nesse quesito maquiagem. Não gosto de todos esses pózinhos e brilhinhos que as meninas normalmente gostam. Até me simpatizo, mas não tenho idéia de como se usa tudo isso.

Indo contra a opinião das outras Garotas TPM deste blog, posso dizer que acho maquiagem dispensável. Porém, após os comentários de alguns amigos, eu confirmei que produção agrada o gosto de todos. Confirmei também que em dias tristes ou de tpm, ficar produzida é uma boa solução.

Ainda assim, acredito que se eu usar maquiagem sempre não serei eu mesma, serei uma Bianca bem arrumada, que irá se desmontar ao fim do dia. Prefiro deixar isso para um dia especial, porque isso me fará sentir especial, e as pessoas a minha volta vão perceber isso.
Agradeço à produção, mas não conseguiria me ver dessa forma todos os dias (acho melhor vocês clicarem noe link para entender do que eu estou falando).


Me perdoem a inspiração do texto,
mas esse fim-de-semana materno só me fez ficar mais ensimesmada.
Os posts dos meus amigos ficaram muito bons, mas eu encerro meus comentários
sobre o dia das mães com uma frase que sempre achei muito inteligente,

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria"

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Reflexos de um fim-de-semana incomum (ou de como eu fugi do tema pincipal do blog)

O grande número de pessoas nas ruas de São Paulo durante o fim-de-semana assustou quem está acostumado a ver a cidade de outro aspecto, daquele aspecto normal, sem interação, se contato, mecânico...


O número de pessoas na realidade não foi o que mais assustou, mas sim a forma como essas pessoas interagiam entre si e com a cidade a sua volta.

O post de hoje pode não ser sobre os assuntos que passam na cabeça de uma mulher com TPM, mas é sobre o que passou na minha cabeça por pelo menos 12 horas, durante essa Virada Cultural.


O que eu vi durante o tempo que fiquei na Virada foi talvez o seu objetivo real: a união de pessoas diversas a fim de curtir um pouco a vida e desencanar dos problemas.

Vi pessoas que dão a impressão de ter saído do armário: todos pareciam diferentes, longe daqueles uniformes diários e das roupas comportadas.

Eram pessoas sem medo de mostrar estilo, opção sexual ou tribo. Ao contrário...


Todos queriam ser vistos. E preferencialmente da forma como gostariam de ser vistos sempre...(ou não)
Eu estava na posição que gostaria de estar sempre: uma espectadora das relações sociais e dos eventos da cidade.

Seria difícil agir dessa maneira sempre, principalmente porque o mundo não é receptivo o tempo todo.


Hoje, longe dos palcos de ontem, longe dos grupos sentados no chão, nas praças, nas árvores, eu voltei a ver como a cidade é quando não estamos ligados por um objetivo comum.


São Paulo voltou a feder, voltou a ser ofensiva, voltou a ter as ruas tomadas por carros e não por pessoas como no mar de gente que eu vi ontem no show do Zé Ramalho. Um mar de gente cantando, pulando, suando (eca!!)...

Esse foi um fim-de-semana que me fez sentir de diversas maneiras, até mesmo estranha por ser hetero ou por não fumar maconha.

Estranha também por ter optado em ser apenas jornalista, dessas que analisa as pessoas a distância, com um "Q" de sociólogo.


Gostaria de ter pensado mais no universo TPM, mas isso só me veio a cabeça em dois momentos: em uma apresentação de balé contemporâneo, com bailarinas com ar de anjo que aos meus olhos flutuavam e não tinham ossos no corpo (e seria mentira dizer que não senti uma inveja "saudável" dessas criaturas fisicamente perfeitas); e no show do Ultraje à Rigor, com aquela multidão cantando "Ah, se eu fosse homem...", que me lembrou as muitas vezes que eu gritei esse refrão em um devaneio de crise pré, ou pós, menstrual.


Enfim, gostaria de lembrar da cidade dessa forma, mais sei que cedo ou tarde (infelizmente mais cedo do que tarde) eu vou voltar a me irritar com aquelas pessoas que pensam ter vindo no mundo à passeio.

Essa gente lerda, que gosta de andar devagar e observar a cidade e a vida alheia...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O tempo e a falta dele

Tempo...
levo um segundo para falar essa palavra e dois para escrevê-la...
e lá se foram mais três segundos do meu dia.

Tudo bem, "perder" três segundos é exagero, mas meia hora esperando um ônibus não é, e muito menos uma hora ouvindo um telemarketing justificando os problemas da minha operadora de celular (espero que ele releve todos os meus xingamentos).

Pode ser meio clichê, mas nós, seres humanos da atualidade, não temos o menor tempo para fazer nada e mesmo assim passamos o nosso fim-de-semana dormindo ou então assistindo TV.

Então espera, se eu não tivesse tempo de verdade, eu não ficaria assistindo aquela porcaria dominical que todas as nossas queridas emissoras despejam ao vento.
E menos ainda ficaria esperando um ônibus... Eu poderia ir andando!
Andando e organizando o pensamento.
Andando e refletindo.
Andando e emagracendo (por que não?).

... Enquanto escrevo o meu tempo disponível para usar o computador vai indo embora e eu nem decidi ainda os emails mais importantes para serem lidos, e nem olhei meu orkut (poxa, todo mundo precisa de uma distração não é?).

A questão é que administramos mal o nosso tempo. Nem todo mundo... Mas eu sou um ótimo exemplo de desorganização... Eu e todos os que fazem faculdade, estágio, inglês, espanhol, iniciação científica, aula de música, programas culturais, escrevem em blogs...
Ufa!! Quanta coisa para ser mal administrada...

E eu estou falando só do tempo "cultural" (e revivendo as aulas de Teorias da Comunicação). Se eu me desse ao trabalho de tentar justificar a má administração do tempo biológico eu gastaria muitas palavras... Mais do que essas.

Vinte minutos escrevendo... E são 21h55. Minhas malas não foram desfeitas e nem estudei para as provas, não vi a novela (porque continuo precisando de distração...) e pior, eu nem jantei!
E lá se vai meu relógio biológico...

Talvez pudessemos administrar melhor o tempo se o horário comercial fosse estendido.

Imagine os bancos abertos até as dez da noite, os computadores da faculdade disponíveis até a meia noite e todos os lugares funcionando 24h para eu resolver o que quisesse quando quisesse!!!

Pensamentos megalomanícos a parte... Ainda acho que o tempo comercial gerencia nosso dia, mais do que o tempo biológico.

Logo, em questão de segundos serei explusa do computador porque a sala onde ele está será fechada, já que a faculdade está encerrando expediente.

Talvez um computador em casa resolvesse muitas dessas minhas questões, mas isso é outra história...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Segunda-feira é dia de começar

Bem vindos ao universo feminino... Sim, esse lugar complexo e sem solução que se mostra ao seu redor (O complexo é regra geral e o sem solução é por minha conta).

Como todos sabem, a segunda-feira é o dia de começar...

Começar a dieta, a semana. É dia de voltar para a faculdade e dia de voltar a pensar no trabalho.
E eu, senhorita que vos escreve, serei a blogueira oficial das segundas-feiras.

Pretendo fazer um apanhado do que aconteceu no fim-de-semana e também uma prévia da semana que chega.

Nossa pretensão é divagar... Sim, apenas isso, mostrar nossos sentimentos e opiniões sobre as pessoas e as coisas que nos cercam.

Na primeira reunião do grupo ficou estabelecido que falaríamos do universo feminino e surgiu a dúvida? Mas qual universo?A faculdade? A família? O trabalho? Os filhos? (filhos? que filhos?)
Então, resolvemos que seriam crônicas cotidianas (mas que pleonasmo!).

Porém, dispensamos as questões "marido e filhos", já que estamos meio longe dessas coisas...

Cada uma de nós escreverá em um dia da semana e na sexta-feira, intitulada "Paulo-feira", nosso homem (uhhhhh), Paulo Otávio, fará um parecer geral de nossas bobagens diárias.

Agora, declaro oficialmente iniciado o blog Universo TPM.

E por falta de tempo livre, apenas inicio com um pensamento que me persegue todoas as manhãs...

"Por que eu tenho que ficar bem vestida quando eu tenho um milhão de trabalhos na faculdade, mais outro milhão de coisas no estágio e estou de mau-humor?"

(essa imagem ilustra bem o Momento TPM - créditos à Maitena, que divaga sobre o universo TPM beeeem antes de nós)